Seguidores

sexta-feira, 22 de abril de 2011

EBD-CPAD-"ESPÍRITO SANTO - AGENTE CAPACITADOR DA OBRA DE DEUS"-LIÇÃO 05

"ESPÍRITO SANTO - AGENTE CAPACITADOR DA OBRA DE DEUS"
TÍTULO: "ESPÍRITO SANTO – AGENTE CAPACITADOR DA OBRA DE DEUS"
TEXTO ÁUREO – Lc 24:49
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 24:46-49; At 1:4-81
I – INTRODUÇÃO:• A dispensação em que vivemos atualmente é um tempo oportuno para as atividades especiais do Espírito Santo entre os homens, como Aquele sobre quem pesa a responsabilidade de alcançar todo este vasto Universo, encaminhando os homens para Deus. Entretanto, sabemos que o mesmo Espírito também exerceu as Suas atividades em tempos mais remotos. Muito antes do alvorecer dos tempos, Ele já existia como a Terceira Pessoa da Trindade divina.
II – O ESPÍRITO SANTO NA CRIAÇÃO:• Gn 1:2 – Muito antes de o homem aparecer na terra e mesmo antes da terra existir, o Espírito Santo já existia. A terra era uma massa informe, vazia e escura. Foi então que um raio de esperança brilhou, iluminando-a, antes mesmo que Deus ordenasse o aparecimento da luz. Assim, o "Espírito de Deus pairava sobre as águas". Foi este aspecto diferente o primeiro prenúncio da perfeição das obras do Criador.
• Jó 26:13 – Com singular inspiração, Jó mostra que através do Espírito Santo, Deus não apenas formou o Universo, mas o embelezou, estabelecendo a ordem de ação de cada astro, do menor ao maior.
III – O ESPÍRITO SANTO ANTES DO DILÚVIO:• Gn 6:1-5 – Aqui está um quadro calamitoso: A terra estava corrompida; a maldade do homem não tinha limites; todos os pensamentos do coração do homem eram maus continuamente. Era a depravação total da raça humana.
• Diante disto, podemos tecer a seguinte consideração: Os homens resistiam ao Espírito Santo, apesar de Sua persistência em conduzi-los à consciência do erro e uma consequente volta para Deus.
• Face à impenitência do homem e em estado de profunda tristeza, disse Deus a Noé: "O meu Espírito não agirá para sempre no homem".
• Apesar disso, Deus ainda deu ao homem uma oportunidade que durou cerca de cento e vinte anos. Mesmo assim, em atitude de rebeldia contra o Espírito de Deus, o homem continuou na escalada do pecado, culminando a destruição trazida pelo dilúvio.
IV – O ESPÍRITO SANTO NOS LÍDERES DO ANTIGO TESTAMENTO:• Há grandes vultos do A.T., em cujas vidas o Espírito Santo encontrou lugar para operar. Por exemplo:


• Foi pela operação do Espírito Santo que...:
• (1) – José se evidenciou com capacidade de revelar mistério e sabedoria para administrar – Gn 41:8, 38;

• (2) – Moisés mostrou autoridade divina para liderar e sabedoria para legislar sobre o povo de Deus – Is 63:1;
• (3) – Os setenta anciãos mostraram habilidade como cooperadores na condução dos filhos de Israel durante a peregrinação no deserto – Nm 11:16-17, 25;
• (4) – Bezaleel recebeu capacidade para construir o Tabernáculo e para ensinar a outros o mesmo serviço – Ex 31:1-4; 35:34;
• (5) – Otniel adquiriu sabedoria para julgar Israel – Jz 3:10-11;
• (6) – Gideão encontrou coragem para lutar – Jz 6:34;
• (7) – Jefté lutou e venceu os amonitas – Jz 11:29;
• (8) - Sansão encontrou forças para libertar o seu povo que gemia sob o jugo da escravidão dos filisteus – Jz 14:19; 15:14;
• (9) – Saul foi contado entre os profetas e assim continuou, enquanto temeu ao Senhor – I Sm 10:6, 10;
• (10) – Davi encontrou forças para ser rei, poeta, cantor e profeta – I Sm 16:13;
• (11) – Os profetas trabalharam e agiram no poder do Espírito Santo, ministrando, não para si mesmos, mas para nós, da atual geração – Ez 2:1-2; II Pe 1:21
V – ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO HOMEM:• Jo 16:7-11 – Aqui Jesus descreve a obra do Consolador em relação ao mundo.
• (1) – CONVICÇÃO – O Espírito Santo agirá como "promotor de justiça", por assim dizer, trabalhando para conseguir uma condenação divina contra os que rejeitam a Cristo.
• Convencer significa levar ao conhecimento verdades que de outra maneira seriam postas em dúvida ou rejeitadas, ou provar acusações feitas contra a conduta. Os homens não sabem o que é o pecado, a justiça e o juízo. Portanto, precisam ser convencidos da verdade espiritual. A mente e a alma obscurecidas nada discernem das verdades espirituais antes de serem convencidas pelo Espírito Santo. Ele convencerá os homens das seguintes verdades:
• (A) – O PECADO DE INCREDULIDADE – Quando Pedro pregou, no dia de Pentecoste, ele nada disse acerca da vida licenciosa do povo, do seu mundanismo, ou de sua cobiça; ele não entrou em detalhes sobre sua depravação para os envergonhar. O pecado do qual os culpou e do qual mandou que se arrependessem, foi a crucificação do Senhor da glória; o perigo do qual os avisou foi o de se recusarem a crer em Jesus.
• (B) – A JUSTIÇA DE CRISTO – Jo 16:10 - Jesus foi crucificado como malfeitor e impostor. Mas depois do dia de Pentecoste, o derramamento do Espírito e a realização do milagre em seu nome convenceram a milhares de judeus de que não somente ele era justo, mas também era a fonte única e o caminho da justiça. Usando Pedro, o Espírito Santo os convenceu de que haviam crucificado o Senhor da Justiça, mas também ele lhes assegurou que havia perdão e salvação em Seu nome (At 2:36-38).
• (C) – O JUÍZO SOBRE SATANÁS – Jo 16:11 – A cruz foi uma demonstração da verdade de que o poder de satanás sobre a vida dos homens foi destruído, e de que sua completa ruína foi decretada – Hb 2:14-15; I Jo 3:8; Cl 2:15; Rm 16:20.
• Pela Sua morte, Cristo resgatou todos os homens do domínio de satanás, devendo aqueles aceitarem sua libertação. Desta forma, os homens são convencidos pelo Espírito Santo de que, na verdade, são livres, já não são súditos do tentador, já não são obrigados mais a obedecer-lhe. Agora são súditos leais de Cristo, servindo-O voluntariamente no dia do seu poder (Jo 8:36; Sl 110:3). Satanás não pode guardar seus bens em paz, visto que Um mais poderoso o venceu – Lc 11:21.
• (2) – REGENERAÇÃO – Gn 2:7; At 17:27 – A obra criadora do Espírito sobre a alma ilustra-se pela obra criadora do Espírito de Deus no princípio sobre o corpo do homem.
• Deus tomou o pó da terra e formou um corpo, que ali jazia inanimado e quieto. Embora já estando no mundo e rodeado por suas belezas, esse corpo não reagia, porque não tinha vida: Não via, não ouvia, não entendia. Então, Deus soprou em seus narizes o fôlego de vida e o homem foi feito alma vivente. Imediatamente tomou conhecimento, vendo as belezas e ouvindo os sons do mundo ao seu redor.
• Como sucedeu com o corpo, assim também sucede com a alma. O homem está rodeado pelo mundo espiritual e rodeado por Deus, que não está longe de nenhum de nós. No entanto, o homem vive e opera como se esse mundo de Deus não existisse, em razão de estar morto espiritualmente, não podendo reagir como devia. Mas, quando o mesmo Senhor que vivificou o corpo vivifica a alma, a pessoa desperta para o mundo espiritual e começa a viver a vida espiritual.
• Qualquer pessoa que tenha presenciado as reações de um verdadeiro convertido (conforme a experiência radical conhecida como novo nascimento), sabe que a regeneração não é meramente uma doutrina, mas uma realidade prática.
• (3) – HABITAÇÃO – Jo 14:17; Rm 8:9; I Cor 6:19; Cl 1:27; II Tm 1:14; I Jo 2:27; 3:24; Apc 3:20 – Deus está sempre e necessariamente presente em toda parte; nEle vivem todos os homens; nEle se movem e têm seu ser. Mas a habitação interior significa que Deus está presente duma maneira nova, mantendo uma relação pessoal com o indivíduo. Esta união com Deus, que é chamada habitação ou morada, é produzida realmente pela presença da Trindade completa.
• Considerando que o ministério especial do Espírito Santo é o de habitar no coração dos homens, a experiência é geralmente conhecida como morada do Espírito Santo. Assim, o homem no qual habita o Espírito Santo, tem denominado o seu corpo como Templo do Espírito Santo. Em virtude dessa experiência, ele é santificado, como o Tabernáculo foi consagrado por nele habitar Jeová. O cristão, então, é chamado "santo" e seu dever é guardar a santidade do Templo, isto é, o seu corpo – Rm 12:1; I Cor 6:19
• (4) – SANTIFICAÇÃO – Na regeneração, o Espírito Santo efetua uma mudança radical na alma, concedendo-lhe um novo princípio de vida. Mas isso não significa que os filhos de Deus sejam imediatamente perfeitos. Permanece a debilidade hereditária adquirida e ainda falta vencer o mundo, a carne e o diabo.
• Uma vez que o Espírito não opera magicamente, mas duma maneira vital e progressiva, a alma é renovada gradualmente. Deve a fé fortalecer-se por meio de muitas provas e o amor deve fortificar-se para sobreviver à dificuldade e à tentação. As seduções do pecado precisam ser vencidas; as tendências e os hábitos devem ser corrigidos.
• A operação do Espírito é progressiva, indo do coração para fora, do interior para o exterior, da sede da vida para as suas manifestações, suas ações e suas palavras. Essa operação tolera no princípio muitas coisas incompatíveis com sua natureza divina, mas logo, pouco a pouco, ataca essas falhas, uma após outra, ora estas, ora aquelas, entrando nos mínimos detalhes de modo tão cabal que, não podendo escapar à influência do Espírito, um dia esse homem será perfeito, glorificado pelo Espírito e resplandecente com a vida de Deus.
• (5) – REVESTIMENTO DE PODER – At 1:8 – A característica principal dessa promessa é poder para servir e não a regeneração para a vida eterna. Sempre que lemos acerca do Espírito vindo sobre, repousando sobre ou enchendo as pessoas, a referência nunca é à obra salvadora do Espírito, mas sempre ao poder para servir e testemunhar.
• (6) – GLORIFICAÇÃO – Jo 4:14 – O Espírito Santo no crente é como uma fonte de água que salta para a vida eterna. A habitação do Espírito representa apenas o princípio da vida eterna, que será consumada na vida vindoura. Essa verdade tomará expressão sob as três seguintes ilustrações:
• (A) – COMERCIAL – II Cor 5:5; Ef 1:14 – O Espírito Santo é a garantia de que a nossa libertação será completa. É mais do que penhor; é a primeira prestação dada com antecedência, como garantia de que se completará o resto.
• (B) – AGRÍCOLA – Rm 8:23 – O Espírito Santo representa as primícias da vida futura. Quando um israelita trazia as primícias dos seus produtos ao Templo de Deus, era esse um modo de reconhecer que tudo pertencia a Deus. A oferta duma parte simbolizava a oferta do todo. O Espírito Santo nos crente representa as primícias da gloriosa colheita vindoura.
• (C) – DOMÉSTICA – Hb 6:5; Apc 7:17 – Na vida vindoura, Cristo será o Doador do Espírito; o mesmo que concedeu uma prova antecipada, conduzirá seus seguidores a novas porções do Espírito e aos meios de graça e enriquecimento espiritual, desconhecidos durante a peregrinação terrena.
VI – A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE JESUS:• A obra do Espírito Santo na vida de Jesus é a mais perfeita e completa que jamais pessoa do mundo tenha experimentado, porque nunca houve da parte de Jesus nenhuma resistência ou impedimento para a operação do Espírito Santo nEle. Vejamos o que a Bíblia revela sobre este fato:
• (1) – O Espírito Santo ratificou a promessa da vinda de Cristo – Gn 3:15; I Pe 1:9-11
• (2) – O Espírito Santo operou na encarnação de Jesus – Lc 1:35; M 1:20 – O Espírito Santo transmitiu para o ventre da virgem Maria a divina semente. Foi desta maneira que Jesus tomou forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens – Fp 2:7
• (3) – O Espírito Santo protegeu Jesus na Sua infância – Mt 2:12
• (4) – O Espírito Santo revelou a Simeão a presença de Jesus - Lc 2:25-30
• (5) – O Espírito Santo revestiu a Jesus com poder – Mt 12:28; Lc 3:22; 4:18; 5:17; 6:19; Jo 6:27; At 10:38 – Quando Jesus, no Seu batismo no Jordão, iniciou o Seu ministério, o Espírito Santo o ungiu e o selou. Foi pelo poder desta unção que Jesus recebeu a virtude para andar fazendo o bem, curando os oprimidos do diabo e expulsando os demônios, porque a virtude do Senhor estava sobre Ele para curar. Dele saía virtude e Ele curava a todos.
• (6) - O Espírito Santo veio sobre Jesus "sem medida" – Jo 3:14;
• (7) – O Espírito Santo deu a Jesus poder sobre todo o mal – Hb 4:15 – Voluntariamente ofereceu-se a Si mesmo, imaculado a Deus, como nosso substituto, no alto do Gólgota – Hb 9:14
• (8) – O Espírito Santo ressuscitou Jesus dos mortos – Rm 8:11 – Foi Deus quem ressuscitou a Jesus, mas Ele o fez por meio do Espírito Santo – At 2:32
• (9) – Pelo Espírito Santo, Jesus deu mandamentos aos Seus discípulos – At 1:2
• (10) – O Espírito Santo operou na ascensão de Jesus – Ef 1:20
• (11) – O Espírito Santo guiou Jesus – Mt 4:1
• (12) – Jesus é o doador do Espírito Santo – At 2:33
• Jesus Cristo viveu toda a Sua vida terrena dependendo inteiramente do Espírito Santo e a Ele se sujeitou.
VII – O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE JOÃO BATISTA:• A João Batista estava destinada a missão de grande interesse dos céus. Por isso, o Espírito Santo se manifestou nele (desde o ventre de sua mãe), de modo especial – Lc 1:15 – Ele foi cheio do Espírito Santo, pois nenhuma missão divina de grande revelância pode ser realizada, a não ser pela unção do Espírito Santo.
• A presença do Espírito Santo no ministério de João Batista se evidencia:
• (1) – Pelo caminho com que exortava o povo a preparar o caminho do Senhor – Lc 3:2-4
• (2) – Pela firmeza com que anunciava a salvação de Deus, a manifestar-se em Cristo – Lc 3:5-6
• (4) – Pela energia com que denunciava o pecado do seu povo, conclamando-o ao arrependimento, para escapar do juízo iminente, qual machado já posto à raiz da árvore – Lc 3:7-9
• (5) – Pela segurança com que ensinava o caminho de retorno a Deus – Lc 3:10-14
• (6) – Pela convicção com que predizia o caráter sobrenatural do ministério de Jesus, de quem era o precursor – Lc 3:15-18
• (7) – Pela imparcialidade com que protestava contra pecado do rei Herodes – Lc 3:19
VIII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:• Vimos que o Espírito Santo transmite aos homens os meios da restauração, capacitando-os para a obra do nosso bom Deus. Vislumbremos isso de forma sintetizada:
• (1) - Ele opera na salvação do homem – Jo 19:30;
• (2) – Opera na chamada do pecador – Apc 22:17;
• (3) – Convence o homem do pecado – Jo 16:7-9;
• (4) – Atrai o pecador para Jesus – Jo 12:32;
• (5) – Vivifica-lhe a Palavra – Jo 6:63;
• (6) – Implanta-lhe a fé – II Cor 4:13; Ef 2:8;
• (7) – Faz o pecador nascer de novo – Jo 3:6;
• (8) – Livra o homem da lei do pecado e da morte – Rm 8:2;
• (9) – Faz com que o convertido viva pelo Espírito – Gl 5:25;
• (10) – Faz o homem receber uma natureza divina – II Pe 1:4;
• (11) – O Espírito Santo passa a habitar no crente – Jo 14:17; faz nele morada – I Cor 6:19; e faz com que ele agora comece a clamar: "Abba Pai!" – Gl 4:6
• (12) – O Espírito Santo opera no crente a regeneração – Jo 3:3-6;
• (13) – O Espírito Santo batiza o crente no corpo de Cristo – Jo 1:32-34;
• (14) – O Espírito Santo habita no crente – I Cor 6:15-19;
• (15) – O Espírito Santo sela o crente – Ef 1:13-14;
• (16) – O Espírito Santo proporciona segurança ao crente – Rm 8:14-16;
• (17) – O Espírito Santo fortalece o crente – Ef 3:16;
• (18) – O Espírito Santo enche o crente de Sua virtude – Ef 5:18-20;
• (19) – O Espírito Santo guia o crente – Rm 8:14;
• (20) – O Espírito Santo chama o crente para serviço especial – At 13:1-4;
• (21) – O Espírito Santo orienta o crente para serviço especial – At 8:27-29;
• (22) – O Espírito Santo ilumina o crente – I Cor 2:12-14;
• (23) – O Espírito Santo instrui o crente – Jo 16:13-14; e
• (24) – O Espírito Santo capacita o crente – I Ts 1:5
• Falemos, pois, como o salmista Davi: Senhor, "NÃO ME LANCES FORA DA TUA PRESENÇA E NÃO RETIRES DE MIM O TEU ESPÍRITO SANTO" – Sl 51:11
2º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 04 - 24/04/2011 -

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SOBRE A PÁSCOA A LUZ DA BÍBLIA E ALGUMAS INTERPRETAÇÕES

PÁSCOA
Festa em que os israelitas comemoram a libertação dos seus antepassados da escravidão no Egito {#Êx 12.1-20}. Cai no dia 14 de NISÃ (mais ou menos 1 de abril). Em hebraico o nome dessa festa é Pessach. A FESTA DOS PÃES ASMOS era um prolongamento da Páscoa {#Dt 16.1-8}.
O COELHO (RC)
Levítico 11:5 o coelho, porque remói, mas não tem as unhas fendidas; este vos será imundo;
Deuteronômio 14:7 Porém estes não comereis, dos que somente remoem ou que têm a unha fendida: o camelo, a lebre e o coelho, porque remoem, mas não têm a unha fendida; imundos vos serão.
 SOBRE O COELHO
Visão geral
O coelho é um animal peludo de longas orelhas e rabo curto e fofo. Os coelhos não andam ou correm como maioria dos outros animais de quatro pernas. Um coelho move-se aos altos das pernas traseiras, que são mais longas e fortes que as pernas dianteiras. O animal também utiliza as pernas dianteiras quando se move. O coelho usa as pernas dianteiras como usamos as mãos para saltar de quatro. Quando perseguido por um inimigo, o coelho pode alcançar a velocidade de 100 km/h. Muitas crianças têm coelhos como animais de estimação. Lojas de animais tem coelhos domesticados, prontos para serem criados como animais de estimação.
Os coelhos vivem na África, Europa e outras partes do mundo. Fazem suas tocas nos campos, onde podem esconder os filhotes sob arbustos ou entre os capins altos. A fêmea geralmente tem quatro ou cinco filhotes por vez, e pode dar à luz três a quatro vezes por ano.
Por milhares de anos os homens caçaram coelhos pela carne e por sua pele. Hoje a maioria dos coelhos usados como alimento e para aproveitamento de pele são criados pelo homem, mas os caçadores continuam a matar coelhos selvagens. Muitos povos apreciam a carne de coelho, que é vendida fresca ou congelada. As peles são usadas para fazer casacos ou como enfeite para casacos de fazenda ou chapéus. As peles podem ser cortadas e tingidas para se parecerem com as as de bisão, castor ou algumas outras peles mais valiosas. Uma fazenda chamada feltro pode ser fabricada com os pêlos de coelho compactados com outras espécies de pêlos. O pêlo longo dos coelhos angorás é torcido em fios macios e quentes usados em suéteres e outros agasalhos.
Coelhos e lebres são muito semelhantes e muitas vezes confundidos. Algumas vezes são designados incorretamente. Em sua maioria, os coelhos são menores que as lebres e têm orelhas mais curtas. Os animais podem ser reconhecidos por ocasião do nascimento. Um coelho recém-nascido é cego, não tem pêlos e quase não pode mover-se. Uma lebre recém-nascida enxerga, tem uma pelagem bonita e pode saltar algumas horas depois de nascida. Além disso, os ossos do crânio do coelho têm tamanho e forma diferentes dos do crânio da lebre.
Coelhos e lebres pertencem à mesma ordem, Lagomorfa (grupo principal) do reino animal. O nome dessa ordem, Lagomorfa vem de duas palavras gregas que significam "forma de lebre". Para estudar onde a ordem se coloca no reino animal, veja Classificação científica.
Características
Anatomia interna de um coelho.
Os coelhos selvagens têm pelagem grossa e macia, acastanhada ou acinzentada. A pelagem do coelho domesticado pode ser preta, castanha, cinza, branca. ou apresentar combinações dessas cores. Um coelho selvagem adulto atinge de 20 a 35 cm de comprimento e pesa de um a 2,5 kg. Os coelhos de criação podem ser bem maiores e pesar mais de 2,5 kg. As fêmeas geralmente são maiores que os machos. a maioria dos coelhos vivem mais de quatro ano em estado selvagem, porque tem uma velocidade imensa contra os inimigos. Muitos coelhos criados como animais de estimação vivem até dez anos.
Os olhos do coelho ficam nos lados da cabeça. Em conseqüência, o animal pode ver objetos situados atrás dele ou dos lados melhor do que se estiverem à sua frente. Os coelhos podem mover as longas orelhas de uma vez ou separadamente, para captar sons, ainda que fracos, vindos de qualquer direção. Os coelhos também dependem de seu olfato aguçado para alertá-los do perigo. O coelho parece movimentar o nariz ininterruptamente.
Os coelhos eram antigamente classificados como roedores. Como os castores, camundongos e outros roedores, têm os dentes bem adaptados para roer. Mas, ao contrário dos roedores, têm um par de pequenos dentes atrás dos dentes superiores dianteiros.
A cauda do coelho tem cerca de 5 cm de comprimento e é coberta de pêlo macio e fofo que a faz parecer redonda. A pelagem da parte inferior da cauda da maioria das espécies de coelho tem cor mais clara do que a da parte superior. Os coelhos-de-rabo-de-algodão da América do Norte são assim chamados pela cor branca ou cinza-clara da pelagem da parte inferior da cauda.
Um filhote de coelho-europeu.
Originário da Península Ibérica no extremo sudoeste da Europa, o coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus) espalhou-se por todo o continente e, nos últimos séculos, por todo o mundo. Como não dispunha de defesa contra seus predadores (lobos, raposas, aves de rapina e o próprio homem), confiou sempre em sua audição privilegiada e no olfato, assim como nos hábitos noturnos e nos abrigos subterrâneos. Segundo muitos estudiosos, seu ouvido distingue sons inaudíveis para o homem.
Extremamente prolífica, a fêmea do coelho-europeu pode parir desde a idade de seis meses. O período de gestação dura pouco menos de seis semanas e em cada uma das quatro e seis ninhadas anuais nascem de quatro a oito filhotes, cegos e sem pelagem. Doze horas depois de nascidos os filhos, a fêmea já se acha pronta para o novo acasalamento, mas em 60% das gestações os embriões são reabsorvidos pela mãe, especialmente quando há excessiva aglomeração ou quando são precárias as condições de alimentação ou do ambiente em geral.
Sua carne é saborosa, e a pele, apreciada, mas muitos consideram difícil saber se esses aspectos compensam os prejuízos frequentemente causados pela espécie à agricultura. Do coelho-europeu selvagem provêm todos os tipos de coelho doméstico, criado para corte em muitos países, e a chamada "lebre belga". Existe ainda uma espécie de coelho que habita sobretudo no litoral e é considerada uma praga, o "coelho mijao", caraterizado pela sua incontinência.
Coelhos das Américas
O gênero Sylvilagus abrange os tapitis do Brasil e várias espécies da América do Norte, mais precisamente nos Estados Unidos, onde recebem os nomes de cotton tail rabbits (coelhos de cauda de algodão) e marsh rabbits (coelhos dos mangues). São estes certamente os integrantes mais comuns da família dos leporídeos na América do Norte, menores do que as lebres verdadeiras e com membros posteriores, cauda e orelhas mais curtos. Também diferem daquelas nos hábitos, preferindo esquivar-se até o esconderijo mais próximo a confiar na corrida. Pela aparência e pelo comportamento, assemelham-se bastante ao coelho-europeu, embora não cavem galerias.
Tapiti (Sylvilagus brasiliensis).
O tapiti é o Sylvilagus minensis, também conhecido por candimba ou, impropriamente, por lebre. Atinge cerca de 35 cm de comprimento e tem a pele amarelo parda, levemente chamalotada com pêlos negros. Vive nos campos sujos, nas roças abandonadas e às margens das matas, onde porém não costuma entrar. Passa o dia em touceiras, de onde sai à noite à procura de vegetais tenros. Não escava galerias. Pode invadir plantações sem causar danos apreciáveis, uma vez que não é muito prolífico.
Pigmeu do idaho.
Outros representantes da família dos leporídeos são espécies americanas como o Brachylagus idahoensis (pigmeu do Idaho), com pouco mais de trinta centímetros, e o raro pigmeu mexicano (Romerolagus nelsoni), um pouco maior. A ausência de cauda torna essa última espécie mais parecida com os componentes da família dos octonídeos, os lágomis e assemelhados.
Comportamento
 O coelho é um animal de comportamento dócil, manso e carinhoso. Ele conquistou a afetividade das crianças e dos adultos, em especial das mães. O homem é o maior inimigo dos coelhos. Durante um ano, os caçadores matam milhões de coelhos por esporte. Agricultores também matam coelhos para proteger as colheitas. Outros inimigos dos coelhos são os coiotes, raposas, bisões e fuinhas. Gaviões, corujas e algumas outras aves caçam coelhos para servir-lhes de alimento. Muitos caninos e felinos também caçam coelhos. Os coelhos geralmente tentam fugir do inimigo. Se um coelho está em campo aberto, pode ficar quieto e esperar até que o inimigo vá embora. Se o inimigo chega demasiado perto, o coelho corre rapidamente para salvar-se. Um coelho assustado pode dar saltos de 3m ou mais, e decorrer a 100 km/h. O coelho tenta confundir o inimigo correndo em ziguezague. Às vezes dá algumas voltas seguindo sua própria trilha, para, a seguir, saltar em outra direção. Enfim, pode meter-se numa toca ou num monte de galhos para esconder-se.
Hábitos alimentares e/ou Dieta
Dois coelhos comendo folhas de coentro.
A maior parte dos coelhos come e mostra-se ativa do anoitecer ao amanhecer, e passa o dia descansando e dormindo. O coelho come muitas espécies de plantas. Na primavera e no verão, seu alimento são folhas verdes incluindo trevos, capins e outras ervas. No inverno, come galhinhos, cascas e frutos de arbustos e árvores. Os coelhos às vezes causam prejuízo à lavoura porque mordiscam os brotos tenros de feijão, alface, ervilha e outras plantas. Também danificam árvores frutíferas porque roem sua casca. É importante ressaltar que os coelhos têm a cenoura como a base de sua alimentação. Não devem, em hipótese alguma, comer alface, pois esse vegetal pode causar diarreia.
Doenças
Um coelho-europeu com mixomatose.
Os coelhos podem contrair tularemia, doença transmissível ao homem que lida com coelhos doentes (veja tularemia). Outra doença, a mixomatose, antigamente só ocorria naturalmente em algumas espécies da família do coelho, existentes na América do Sul. Mas o homem a introduziu na Austrália com o propósito de reduzir o número de coelhos selvagens europeus naquele país, onde, pela procriação rápida, causavam prejuízos às plantações.
Reprodução
Filhotes de coelho doméstico engatinham 1 hora após o nascimento.
A gestação da coelha dura cerca de 30 dias. Geralmente nascem quatro a cinco láparos (filhotes de coelho) por vez, mas esse número varia de dois a nove. Os filhotes não enxergam nem ouvem, e não têm pêlo. A mãe os mantém no ninho que cava no solo. Ela pode não ficar no ninho, mas permanece sempre perto. Forra o ninho e cobre os filhotes com capim e com pêlos, que arranca do próprio peito com os dentes. A cobertura esconde os coelhos recém-nascidos e ajuda a mantê-los aquecidos. Quando os láparos têm cerca de dez dias, já podem ver e ouvir, e possuem pêlos macios.
Ninho com jovem.
Cerca de duas semanas, depois do nascimento, quando já têm uns 10 cm de comprimento, os filhotes crias deixam o ninho e escondem-se entre folhas e ervas altas. Geralmente cavam suas primeiras tocas próximo ao ninho. A coelha raramente cuida dos filhotes por mais de algumas semanas depois do nascimento. Algumas fêmeas do coelho-de-rabo-de-algodão começam a formar suas próprias famílias com menos de seis meses de idade.
[editar] Classificação
Os coelhos pertencem à ordem Lagomorpha, família dos coelhos e lebres, Leporidae. Os coelhos do Novo Mundo são do gênero Sylvilagus. O coelho-de-rabo-de-algodão é S. floridanus; o coelho-do-mato ou tapiti S. minensis. Os coelhos do Velho Mundo são do gênero Oryctolagus.
Aspectos culturais
O coelho é um animal presente na cultura popular como símbolo de fertilidade associado à Páscoa. Entre as outras manifestações culturais do animal:
  • O personagem Bugs Bunny, em Portugal e no Brasil conhecido como Pernalonga
  • O Coelho Branco de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll
  • Logotipo da revista Playboy
  • O monstro de Caer Bannog do filme Monty Python e a Cruzada do Santo Graal era um coelho assassino
  • O coelho é um dos signos da astrologia chinesa
  • Simbolo da marca francesa Coup de Coeur http://www.funnycdc.com/
Coelhos famosos
  • Frank (Donnie Darko)
  • Coelho da Páscoa
  • Sansão (ver turma da Mônica)
  • Pernalonga
  • Coelho de mágicos
  • Tambor (amigo do Bambi)
  • Coelho Osvaldo
  • Peter Rabbit
  • Panqueca (ver The O.C.)
  • Coelho Ricochete
  • Lorde Coelhão (ver turma da Mônica)
  • Joe o Canguru
  • Roger Rabbit
Os coelhos na televisão
  • Donnie Darko (filme)
  • Pit, o coelhinho Verde (Série infantil)
  • O coelho Estarola (Série infantil)
  • Max e Rosa (Série infantil)
  • A Terra Prometida (Série infantil)
  • The Adventures of the Brer Rabbit - As Aventuras do Coelho Bear(filme)
  • Yin Yang Yo! (Série infantil)
Curiosidades
  • Os coelhos não são roedores, são lagomorfos.
  • Os coelhos roem de tudo para gastarem seus dentes, que não param de crescer. Os dentes da frente dos coelhos são como os dos roedores, que crescem durante toda a vida, e um dos dentes é escuro. Para que eles fiquem do tamanho certo, os coelhos roem tudo, principalmente madeira.
  • Quando tratado, um coelho pode viver até 10 anos.
  • O tempo de gestação de uma coelha é de apenas 1 mês, tendo de 4 a 6 filhotes e amamentando entre 20 e 30 dias; 24h após o parto, entra novamente no cio. É por isso que o coelho é um símbolo muito comum na Páscoa, por sua fertilidade (para judeus e cristãos, tem a ver com a esperança de um nova vida).
  • O coelho doméstico é da mesma espécie do coelho selvagem Europeu, que depois de ser domesticado foi espalhado por todo o mundo. Na Austrália, em especial, esta "universalidade" dos coelhos e sua alta capacidade de reprodução transformaram-no uma praga.
  • Um coelho tem um raio de visão extremamente amplo. Podendo ver o ambiente que o rodeia atrás de si, sem mexer o pescoço.
  • Os principais predadores do coelho são a raposa e a onça, mas há muitos outros animais que predam o coelho.
 O significado da Páscoa... 
A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Nossos amigos de Kidlink nos contaram como se escreve "Feliz Páscoa" em diferentes idiomas. Assim:

A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!

Vamos ver agora como surgiu o chocolate...

Quem sabe o que é "Theobroma"? Pois este é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.
Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou.
O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.
Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.
Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.
Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumí-lo isoladamente. Mas é um rico complemento e repositor de energia.

E o coelho?
A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!

Mas por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?

O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.
Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".
De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700 anos no nosso calendário Gregoriano.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O CALVARIO -ELIÃ OLIVEIRA

A VITÓRIA NA CRUZ-SOFIA CARDOSO

PÁSCOA INFANTIL-MATERIAL DA EBD

PÁSCOA
Nós, os servos de Deus, fomos alcançados pela Sua misericórdia e libertos da escravidão do pecado. (“Mas damos graças a Deus porque vocês, que antes eram escravos do pecado, agora já obedecem de todo o coração às verdades que estão nos ensinamentos que receberam.” Rm 6:17) Vivemos nesta terra como retirantes estrangeiros, aguardando o momento de partimos em definitivo para a pátria celestial e estarmos eternamente com o Rei dos reis.



Nesta jornada em direção aos céus é de suma importância manter-nos isentos das práticas e costumes comuns ao homem natural e firme na obediência à vontade de Deus; superando as muitas lutas, tentações e provações. O Senhor afirma: “... o mundo inteiro está debaixo do poder do diabo.”(1Jo 5.19) O diabo é o imperador deste mundo e dita as regras, os resultados comprava-se na falta de amor e nas barbaridades que os homens cometem entre si; nas loucuras praticadas contra Senhor; e na igreja que aos poucos vai assimilando e cristianizando práticas pagãs, é o inimigo minando as forças, afastando o homem do Senhor.


A Páscoa é uma comemoração muito importante na vida do crente, ela é sinônima de libertação (Ex 12:17, 42; Dt 16.3) entende-se também como início de novos rumos, da nova caminhada em direção a uma vida santa e segundo o coração de Deus. Sua instituição foi ordenada por Deus (Ex 12.1,2 e Jo 2.23), a observação pelos filhos de Deus deve ser contínua (Ex 12.28,50), a exemplo do Senhor Jesus, que junto a seus discípulos a comeu (Mt 26,17-20).


Usurpar-se da glória de Deus é a luta constante do diabo e, para tal, usa dos mais diversos meios. Em relação ao mover libertador de Deus (páscoa), o inimigo apresentou à igreja uma série de costumes e práticas pagãs, que imediatamente foram cristianizadas e incorporadas. Para comemorar a Páscoa, Coelhos e ovos de chocolate! Muitos desconhecem ou desconsideram a simbologia que os sustentam; são várias lendas, todas apontam para o fato de serem instituídos para louvor de determinada divindade; isto é o suficiente para que sejam eliminadas do arraial dos santos. O diabo chegou ao extremo de colocar um coelho (animal listado entre os impuros, lado a lado com os porcos e outros. Ver: Lv 11.6 e Dt 14.7,8), como representação do Senhor Jesus (o cordeiro). E todos concordam! É lamentável ver esta tradição extremamente viva no meio de muitas denominações.


Igreja do Senhor Jesus Cristo é tempo de acordar para a voz do Espírito Santo e permitir a sua ação, limpando o acampamento, destruindo os “deuses do lar” (Is 31.7) e objetos amaldiçoados; para que haja paz no meio do arraial. Fechar as porta para o diabo e suas estratégia é uma ordem do Senhor Deus.


Como comemorar a Páscoa do Senhor?
“Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” Ex 12.14
A igreja na qual sirvo o Senhor, foi instruída por Ele a comer à páscoa nos termos descritos por Moisés em Êxodo 12. Amado, você que é um líder do Senhor nesta terra é tempo de tirar os fardos da sabedoria de sobre os ombros e colocar-se em exclusiva sintonia com o Espírito de Deus, ouvindo a Sua vontade, materializando-a. Prepare o cordeiro, assado com ervas amargas e reunidos na presença do Senhor, coma para a honra e glória de nosso Deus.
“O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito... naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão... Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas... Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.” Ex 12.5,8,19 e 20
E assim é feito em nosso meio. Um cordeiro é preparado, assado no fogo e comido com pães asmos e ervas. Oh graças! É a exteriorização de nossa alegria, de nosso amor pelo Senhor Jesus Cristo. Que nos amou primeiro e deu-Se em sacrifício por nós.
Alguns aspectos que devem ser observados na celebração desta páscoa:
a) Purificação:
“Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado; pelo que os levitas estavam encarregados de imolar os cordeiros da Páscoa por todo aquele que não estava limpo, para o santificarem ao SENHOR.” 2Cr 30.17 (veja também: Jo 11.55):
A santificação e purificação da vida é uma ordem, que deve ser observada por todos. Seja sacerdotes (pastores e autoridades da igreja) ou a congregação. Era preciso estar limpo para participar da celebração e comer do cordeiro pascal. O Impuro jamais participava da mesa. A preparação requerida era muito séria, incluía: orações, jejuns e outras formas de purificação. Santificação é uma palavra quase em desuso no meio cristão. Notadamente, a igreja tem andado de mãos dadas com o mundo, afinal tudo é natural e normal, costumes e práticas são adaptadas e inserida. Infelizmente, a Palavra de Deus é encaixada nas muitas doutrinas, moldada segundo o interesse de casa denominação. Quando, a ordem correta, seria, encaixar-se na Palavra santa.
“Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.” Lv 20:7
“Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pd 1:16
b) Excluíam o fermento:
“...não comerás levedado; sete dias, nela, comerás pães asmos... Fermento não se achará contigo por sete dias, em todo o teu território...” Dt 16.3,4 (veja também: Ex 12.19,20)
Nesta fase preparatória, de purificação, o fermento era totalmente excluído da alimentação, devido a sua significação (pecado). É perfeitamente válida esta palavra e na semana que antecede a esta tão importante celebração, todos os produtos que levam fermento em sua composição são excluídos da dieta diária. É provável que você questione tal posicionamento, talvez até evocando o fato de não mais estarmos sujeitos à lei. Não o julgo, de forma alguma. Eu aprendi do Senhor que a fé é primordial. Se você crer que Deus fala em tua igreja, não há porque questionar a vontade dEle. E assim tenho agido e nestas coisas, tenho visto o poder do Eterno.
c) Ofertar:
“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote.” Lv 23.10,14
Quando os israelitas iam comer a páscoa, era costume trazer uma oferta ao Senhor, naquela época geralmente produtos da terra. Trazer oferta voluntária ao Senhor ainda precisa ser praticado. Mas, além da oferta material, seja você uma oferta viva ao Senhor, entregando-se como instrumento, santo, puro e cheio do Espírito Santo nas mãos do Senhor, para que Ele o use segundo o seu querer.
O diabo ao longo dos séculos vem travando uma luta extremamente violenta contra o reino dos céus, faz uso de todas as suas armas para implantar o seu reino, e tem conseguido êxito. Em algumas oportunidades a sua forma de agir é explícita, todos olham e vêem; outras, as estratégias estão camufladas, e apenas os que “têm olhos” (espirituais) podem ver a ação devastadora do maligno. Em relação à páscoa a estratégia é camuflar o mal, desvirtuar o objetivo principal tomando para si a glória do Senhor Deus. Para alcançar este fim usa de meios “inofensivos” e com grande apelo visual e emocional (ovos e coelhos). Somente aqueles que tem os “olhos abertos” conseguem ficar isentos, não se deixam envolver pela artimanha maligna.


Feliz Páscoa do Senhor Jesus!

PÁSCOA-TEATRO INFANTIL

Peça: A VERDADEIRA PÁSCOA








APLICAÇÃO: Levar a criança a compreender o verdadeiro sentido da
Páscoa.
TRILHA SONORA: Músicas cantadas pelo coral infantil durante a
apresentação teatral(Monte um mini coral com algumas crianças e cantem músicas que falem da ressurreição,temos várias)
PERSONAGENS: Liliano e Mariazinha
LILIANO – Oi Mariazinha! Tudo Bem?
MARIAZINHA – Oi Liliano! Tudo bem!
LILIANO – A Páscoa está chegando!
MARIAZINHA – É verdade!
LILIANO – Não vejo a hora! Eu quero ganhar do coelhinho da páscoa, muitos,
muuuuiiitos ovos!
MARIAZINHA – O que?
LILIANO – O coelhinho da páscoa vai trazer pra mim muitos ovos de
chocolate!
MARIAZINHA – Quem foi que falou que o coelhinho vai dar alguma coisa pra
você, Liliano?
LILIANO – Ora, todo mundo! Aparecem na televisão comerciais de deliciosos
ovos, coelhinhos lindinhos... E na escola eu fiz uma máscara de coelhinho,
quer ver? (sai de cena)
MARIAZINHA – Hein? Volte aqui! Mas que coisa... Será que ele não conhece o
verdadeiro sentido da Páscoa?
LILIANO – Olha Mariazinha, não fiquei lindo de coelhinho? Eu até aprendi a
cantar uma musiquinha, quer ouvir?
MARIAZINHA – Claro, por que não?
LILIANO – “Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!”
MARIAZINHA – Posso também cantar uma música pra você?
LILIANO – Pode sim, eu adoro músicas de páscoa!
MARIAZINHA –
1. NÃO FOI O COELHINHO
Não foi o coelhinho que morreu na cruz
Quem foi crucificado foi o meu Jesus
Na sexta ele morreu, mas morto não ficou
Domingo de manhã ele ressuscitou
A Páscoa comemora a ressurreição
Mas muita gente nem se lembra disso não
Existe muita gente que não dá valor
Ao grande sacrifício do meu Salvador
LILIANO – Então páscoa não são chocolates, doces e coelhinhos?
MARIAZINHA – Não, Liliano. Muitas pessoas pelo mundo afora
comemoram a páscoa assim: repleta de alterações em relação ao
sentido original. A verdadeira Páscoa comemora a ressurreição de
Jesus Cristo!
LILIANO – Conte mais sobre Jesus!
MARIAZINHA – Jesus Cristo é o Filho de Deus. Ele nos ama muito e
veio ao mundo para salvar todos nós da perdição, do pecado, da morte!
LILIANO – Puxa vida! Mas como Ele nos salvou?
MARIAZINHA – Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo a Bíblia.
LILIANO – Morreu? A... Que pena... Alguém que me mama muito
morreu e eu nem o conheci...
MARIAZINHA – Mas Cristo não está mais morto!
LILIANO - Não?
MARIAZINHA canta;
2. CRISTO JÁ RESSUSCITOU
Cristo já ressuscitou, aleluia
Sobre a morte triunfou, aleluia
Tudo consumado está, aleluia
Salvação de graça dá, aleluia
Uma vez Jesus sofreu, aleluia
Uma vez por nós morreu, aleluia
Mas agora vivo está, aleluia
Para sempre reinará, aleluia
LILIANO – Se Cristo voltou a viver, onde ele está?
MARIAZINHA – Jesus habita nos corações daqueles que e o amam e o
aceitam. Você quer que Jesus habite em seu coração?
LILIANO – Sim, e quero aprender mais e mais sobre Jesus!
MARIAZINHA – Bom, você já aprendeu que Jesus Cristo é a verdadeira
Páscoa!
LILIANO – Aprendi!
3. JESUS CRISTO É A NOSSA PÁSCOA
Muitos dizem que a Páscoa é uma festa especial
Só porque tem chocolates, coelhinhos, coisa e tal
Outros dizem que na Páscoa a gente deve se abster
De alegrias e de festas, coisas que nos dão prazer
Eu queria saber quem foi que complicou
O simples evangelho do nosso Salvador
Nós estávamos perdidos como ovelhas sem pastor
Mas Jesus lá na cruz nos resgatou
Jesus Cristo é a nossa Páscoa, o seu nome louvai
A passagem verdadeira, o caminho para o Pai
Ele deu a sua vida e ressuscitou
E agora somos para o seu louvor
LILIANO – Estou muito feliz por conhecer a Jesus e quero a cada dia aprender
mais e mais sobre ele. Conte para mim como tudo aconteceu na Páscoa, no
tempo de Jesus.
MARIAZINHA canta:
4. PÁSCOA PARA MIM
A páscoa para mim é festa e alegria
É mais doce que o doce, quem diria
Não acaba no final do dia
É real, não é fantasia
A páscoa para mim é festa e alegria
É mais doce que o doce, quem diria
A Páscoa para mim é real, não é fantasia
Quando Jesus Cristo deu a sua vida lá na cruz
O seu sangue inocente ele derramou
Mas na madrugada do terceiro dia
A morte foi vencida para a nossa alegria
Jesus Cristo Senhor ressuscitou
Cantarei, celebrarei minha passagem das trevas para luz
Cantarei, celebrarei, a verdadeira páscoa é Jesus
LILIANO – Agora compreendo o verdadeiro sentido da Páscoa! Hei? Já estou
bolando uma música aqui na minha cabeça...
MARIAZINHA – Bolando o quê?
LILIANO – Vamos cantar! Vamos cantar!
5. PÁSCOA
Páscoa! Páscoa! P-A-S-C-O-A
Páscoa! Páscoa! P-A-S-C-O-A
Páscoa! Páscoa! P-A-S-C-O-A
Páscoa! Páscoa! P-A-S-C-O-A
P de passagem
A de amor
S de Senhor e Salvador
C de Cristo, caminho para o céu
O de orientador
A de alegria, amizade e amor
Quando Jesus Cristo a vida entregou
A minha páscoa bem mais doce se tornou
Morreu na cruz, foi assim que me salvou
Mas no terceiro dia ressuscitou
MARIAZINHA – Liliano, saiba que alegria, amor e vida eterna quem dá é só
Jesus. As outras coisas são passageiras. Quando você ganha um ovo de
chocolate, você fica feliz, não é?
LILIANO – É claro, eu adoro ovos de Pás... É, quero dizer, de chocolates!
MARIAZINHA – Sim, eu também gosto de comer chocolate, mas ele dura pra
sempre?
LILIANO – Não, um dia ele acaba.
MARIAZINHA – Pois, é, o amor de Deus por nós é infinito, nunca acaba, ele
nunca se esquece de nós!
6. SÓ JESUS
Só Jesus pode dar vida eterna
Só Jesus pode dar salvação
Só Jesus pode dar esperança
Para um triste e ferido coração
Dele vem a minha paz e a minha alegria
Ele é a minha páscoa que eu celebro a cada dia
O senhor é o meu pastor, nada há de me faltar
E pra sempre em sua casa vou morar
LILIANO – Mariazinha, eu nunca mais poderei comer ovos de chocolate?
MARIAZINHA – Claro que pode comer Liliano! Você só não pode se esquecer
do verdadeiro sentido da Páscoa!
7. PÁSCOA
Por que somos crianças alguns pensam talvez
Que não entendemos de assuntos tão reais
Nós sabemos, porém Jesus que Jesus veio aqui
E por nós lá na cruz, triste morte sofreu
Páscoa! Páscoa! O que isso simboliza pra você?
Páscoa! Páscoa! O que isso simboliza pra você?
Não é somente coelhos e ovinhos de chocolate
Bom é lembrar que o bom Jesus
Deus a vida por amor
Nós sabemos que o mundo comemora a Páscoa
De maneira agradável para nós crianças
Mas existe algo mais, meu querido Jesus
Veio ao mundo e morreu triste morte na cruz
Páscoa! Páscoa! O que isso simboliza pra você?
Páscoa! Páscoa! O que isso simboliza pra você?
Não é somente coelhos e ovinhos de chocolate
Bom é lembrar que o bom Jesus
Deus a vida por amor
Mas numa linda manhã Cristo então ressurgiu
E pro céu com o Pai foi pra sempre morar
Páscoa! Páscoa! O que isso simboliza pra você?
Páscoa! Páscoa! O que isso simboliza pra você?
Não é somente coelhos e ovinhos de chocolate
Bom é lembrar que o bom Jesus
Deus a vida por amor por amor a você
Páscoa! Ó Páscoa!
Simboliza liberdade pra você?
Páscoa! Ó Páscoa!
Simboliza liberdade pra você?
LILIANO – Mariazinha, muito obrigado por me ensinar que Jesus Cristo é a
minha Páscoa!
MARIAZINHA – De nada Liliano.
LILIANO – Agora eu vou contar tudo o que aprendi para os meus pais. Quero
que eles também conheçam a Jesus e que Ele é o verdadeiro Senhor da
Páscoa! (saem)

A PÁSCOA CRISTÃ



"Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito[e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós "
(I Pedro 1:18 ao 20)

O comércio voraz, faminto de dinheiro, trocou o cordeiro pelo coelho. Aliás, um coelho muito versátil, quase milagroso, que põe ovos de chocolate de todos os tamanhos e para todos os gostos. Para o consumismo insaciável, a essência da páscoa não tem a menor importância. O que importa é vender, vender muito, ainda que na mente das pessoas a verdade seja sacrificada, e o cordeiro fique esquecido. Para uma sociedade materialista, secularizada e consumista cujo deus é o ventre, o importante é empanturrar o estômago de chocolate, ainda que se sacrifique no altar do comércio esfaimado, a essência da verdade.

Preocupante é o fato de fazermos parte desta cultura sem nenhuma reação de inconformação. Fazemos como Eli, banqueteando com as gorduras tiradas pecaminosamente do altar, sendo coniventes com os pecados de uma geração que se recusa a dar ouvidos à verdade de Deus. Nossos filhos são levados a assimilar mais o coelho, ou melhor, o chocolate, do que o cordeiro que foi morto por nós. Vêem mais o retrato das lojas agressivamente decoradas do que a história eloqüente da libertação do povo de Deus. Precisamos investir mais tempo ensinando aos nossos filhos sobre a Páscoa.

Esta é uma história central do Antigo Testamento. Foi naquela noite fatídica que o povo de Deus foi salvo da tragédia da morte dos primogênitos, porque um cordeiro tinha sido sacrificado e o seu sangue havia sido aplicado sobre as vergas das portas. Esta é a história épica da libertação do povo de Deus do cativeiro, com mão forte e poderosa.

A Bíblia fala que Jesus é o nosso cordeiro pascal. O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é Jesus. Foi ele quem foi imolado na cruz por nós. Ele sofreu o castigo que nos traz a paz. Deus lançou sobre Ele a iniqüidade de todos nós. Ele, como ovelha muda, foi para o matadouro, carregando sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados. Ele se fez maldição por nós. Ele se fez pecado por nós. Ele morreu exangue na cruz, adquirindo para nós eterna redenção. Esta é a história da nossa alforria. É a história da nossa libertação do cativeiro. É a história da nossa eterna salvação. Não podemos deixar que ela seja distorcida e diluída em chocolate. Não podemos permitir que o maior de todos os sacrifícios, vivido na hora mais amarga do Filho de Deus, bebendo sozinho o cálice da ira divina, seja reduzido a um festival de gastronomia.

O coelho é um intruso que nada tem a ver com a festa da páscoa. Esta festa é a festa do cordeiro, do Cordeiro de Deus. Ele sim, deve ser o centro, o conteúdo, a atração e a razão de ser desta festividade. Que a nossa família possa estar reunida não em torno do ovo de chocolate, mas em torno de Jesus, o Cordeiro que foi morto, mas vive pelos séculos dos séculos, tendo a certeza que estamos debaixo do abrigo de seu sangue.

Pense nisto: "Cristo, que é a nossa páscoa, já foi sacrificado por nós."


Não estamos proibidos de comer chocolate, mas não devemos ignorar o verdadeiro sentido da páscoa. Temos, sim, uma comemoração relacionada a essa festa: a ceia do Senhor. Esta é a nossa páscoa. Não realizada apenas uma vez por ano, mas todas as vezes que comemos os alimentos sem fermento, o pão e vinho, em memória da morte do Senhor Jesus.

Estamos assim, a família do Senhor, simbolicamente comendo a carne do cordeiro e bebendo o seu sangue. Nesse momento, nos recordamos que éramos escravos no Egito, o mundo, e que Faraó, Satanás, nos mantinha sob o seu domínio. Mas, naquela tarde de páscoa, o Cordeiro de Deus, o primogênito de Deus, morreu em meu lugar, no seu lugar.

Regozijemo-nos e alegremo-nos na certeza que o anjo da morte não nos alcançará, pois :


"Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8:1)